quinta-feira, 24 de março de 2011

Texto retirado da net... mas vem bem a calhar como alerta!

Eu fui uma adolescente louca. Mas vou me ater apenas à parte da loucura que detonou minha pele. Era atleta de volei e por 6 anos morava de frente pro mar, o que significava sol todas as manhãs, frescobol e vôlei no sábado e domingo o dia inteiro que Deus deu em baixo de um sol escaldante. Sem proteção. Eu tô dizendo: eu era uma louca.

Naquele tempo eu ainda tinha pele de pêssego, bronzeada, sarada, gostosona, a rainha do asa delta, parava tudo no porto da Barra... mas eis que o tempo passa, e deixa marcas, no caso aqui, de sol. Tá ligada que mancha de sol na pele é o cão pra sair, né?

Foi quando me iniciei na dermatologista há uns 8 anos. De lá pra cá me tornei uma pessoa dependente do protetor solar e das fórmulas à base de ácido glicólico, retinóico, hidroquinona, e o diabo a quatro.

Funciona assim: você visita a sua dermatologista, ela passa a fórmula para manchas, o ácido varia de acordo com a intensidade das manchas e da estação do ano. Nos primeiros dias aquela vermelhidão, depois tudo se suaviza e as manchinhas começam a desaparecer por inteiro até tu ficar com pele de miss. Aí o tubinho termina, tu se anima e se joga pra praia. Depois de menos de uma semana elas começam a voltar e tu precisa de outro tubinho urgente, e assim sua vida vai se passando numa sequência de tubinhos de ácido que moram na geladeira e que se alternam entre glicólico e retinóico.

Se eu soubesse o preço daqueles deliciosos dias de sol ...

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